Em tempos de recessão, serviços de ensino de educação financeira estão crescendo entre adultos e crianças no Brasil. Uma matéria do jornal O Globo mostra que a procura por conhecimento para administrar o próprio dinheiro é cada vez maior.

Hoje existem 40 escolas que incluem a matéria em seus programas de ensino no Rio de Janeiro. No ano passado, eram apenas nove, de acordo com um levantamento do Dsop (programa usado nas escolas. Para Reinaldo Domingos, criador do Dsop e presidente da Associação Brasileira de Educação Financeira, a mudança é importante para o futuro das finanças no país. Ele diz acreditar que a crise atual é fruto da falta de conhecimento financeiro da população.

Domingos ainda afirmou ao jornal que ensinar educação financeira a uma criança é muito mais fácil do que a um adulto, pois quanto mais velha é a pessoa, mais enraizados estão seus hábitos. Para tornar o conteúdo mais acessível aos pequenos, o programa de ensino aborda mais o lado humano do que o matemático, além de ensinar que economizando uma parte do que ganham, elas ficam mais perto de realizar seus sonhos.

Além das crianças, muitos adultos estão procurando aprender como administrar melhor seu dinheiro. Ricardo Figueiredo, consultor do Funcesp (organização criada pelos funcionários de empresas de energia de São Paulo para cuidar da administração e da elaboração dos seus planos de previdência e saúde), criou um guia de finanças pessoais para tempos de crise.

Na publicação, ele tenta ajudar as pessoas a identificar gastos desnecessários no orçamento, como um pacote de TV a cabo, por exemplo, pois dificilmente alguém assiste aos mais de cem canais disponíveis. O consultor recomenta que o consumidor adquira um pacote que esteja de acordo com suas necessidades. Depois que o consumo estiver equilibrado, é introduzida a etapa do investimento.